Portuguese
Vivemos na vã ignorância que existirá sempre um amanhã e perdemos sucessivamente o "hoje". Nesta insensatez de não viver passou-se assustadoramente o último ano. Perdi-o! Agora, em mim queimam-me as brasas cor de sangue que incendeiam a minha vontade de viver.
Vivo, porque hoje jaz meu corpo morto para amanhã das cinzas renascer este meu fogo!
Vivemos como se não fossemos morrer. O que a morte (natural) tem de trágico e doloroso também tem de humano, na medida que torna o ato de viver urgente. Note-se que trato o verbo "viver" como sendo um ato e não uma passível passagem por este mundo. Fico por aqui agora. Vou voltar à vida, sou novo e o mundo chama-me!
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